Serendipities

No circo, com cavalo vermelho

Copiando Chagall para aprender a ver

“Do inglês serendipity: Descobrir inesperadamente uma coisa muito preciosa e importante, que não tem nada a ver com aquilo que, a princípio, se procurava. O significado do termo origina-se de uma fábula persa, ‘Os três príncipes de Serendip’, em que os
protagonistas revelam um dom natural para encontrar coisas de valor, sem procurá-las.”

Mariana procurava um versículo na Bíblia preta e encontrou uma pétala de rosa vermelha. Lucia  revirou o arquivo atrás de uma certidão e achou uma velha carta de amor. Cristina contratou uma boa empregada e ganhou uma amiga fiel. Helena andava atrás de um namorado e topou consigo mesma. Fernando perdeu o emprego e encontrou uma vocação. Beth foi fazer um curso de comida tailandesa e apaixonou-se. Eliza foi comprar um livro de Rosamunde Piltcher e descobriu Rosa Montero. Sueli revirava o dial atrás de Ivete Sangalo e escutou Billie Holliday, cantando “Blue moon”. Ricardo participava de um workshop, cochilou e sonhou que sobrevoava os Himalaias – sem avião.  Emília errou o caminho e conheceu um homem bom. Lília foi à igreja e viu Deus pela janela, sentado num banco da praça. Luís procurava um argumento mais forte quando percebeu que estava errado.  No caminho do supermercado, Silene encontrou um gatinho. Sofia plantou uma goiabeira e, anos depois, colheu muitas pitangas. Osvaldo zapeava atrás de um telejornal e caiu na teia de Almodovar. Dora ficou de repouso três meses e descobriu Amós Oz. Armando entrou no prédio errado e reviu um amor antigo. Me diga agora, sem pensar, qual é a sua serendipity?