De novo, Oaxaca

Mulher-Esqueleto

Dançarinas na Guelaguetsa

Na iminência da chegada do dias dos mortos, espero a hora de retornar a Oaxaca. A colorida e fervilhante. A misteriosa e solene. A universal e singular. Oaxaca para onde volto de modo a me certificar de que ela existe. Ou continuar duvidando. Minha primeira noite nela, faz mais de mais de dez anos: caminhando pela rua em meio à Guelaguetsa, festival na melhor tradição mexicana, com o catolicismo hispânico, cruel, brutal e avassalador das diferenças sendo devorado por uma centena de micro-religiões, qual uma barata comida por formigas. Cada cultura, uma etnia. Cada etnia, uma língua. E um artesanato particularíssimo, divindades singulares, tradição culinária singular… Oaxaca dos deuses surdos e indiferentes substituídos pelos mortos familiares e atenciosos. Sempre que me lembro dela, é a cidade numa tela de Rodolfo Morales, com cachorrinhos pelados e alados que flutuam no céu, anjos guardiões e guias para o submundo…

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