Onde os deuses vêm repousar

Na falta de vontade de escrever, recupero meus posts sobre ciclos e metamorfoses para receber a primavera.

Mulher-Esqueleto

Onde os deuses vêm repousar Arranjinho de flores caseiro: uma oferenda à beleza que não dura

Tempos atrás, fui assistir a uma palestra do professor Junito Brandão sobre “As Bacantes”, no recém-inaugurado SESC-Ipiranga. Velhinho, fragilizado por uma cirurgia muito agressiva, ele parecia, contudo, envolvido por um halo de inspiração e entusiasmo, como se tivesse entrado no Hades e de lá retornado com uma braçada de dias luminosos ainda por viver, presenteados pelo casal infernal, Plutão e Perséfone. Por sorte, o auditório ainda não estava terminado. Uma mesa para o palestrante e algumas cadeiras para o público foram arranjadas num grande hall de entrada, que nem sei se existe ou se é fruto da minha memória truncada. No centro do hall, havia um imenso arranjo de flores, elaborado por uma velha amiga e disposto sobre uma grande mesa redonda, feita de rádica reluzente (estou rememorando, o que talvez signifique que esteja também inventando). No início da fala (que foi lindíssima), o professor Junito festejou seu (breve) retorno à…

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Cristiane Marino
    out 22, 2015 @ 22:09:42

    Oi Eli, eu amo este seu texto, eu o tenho linkado num post lá no meu blog e o imprimi e guardei para ler sempre. Tem sido meu mantra, encontrar lugares onde os Deuses possam repousar. Bjs

    Resposta

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