Meninice

Com a merecida vitória no Globo de Ouro (do filme e da atriz coadjuvante), resolvi republicar este post. Acho que vale a pena ler ou reler depois do reconhecimento público de um trabalho totalmente original.

Mulher-Esqueleto

mason duploMason fases “Boyhood” (Richard Linklater, 2013) é um filme sobre nada. O nada trepidante e turbulento, tedioso e engraçado, desafiante e perigoso do dia-a-dia da vida de um ser humano do sexo masculino que se move rapidamente, da infância para a primeira idade adulta. O jeito como o filme foi feito e narrado é muito mais importante do que a história que ele conta, uma história sobre esse tudo a que chamamos nada e que foi a chave do sucesso de um seriado clássico de TV que muito gente continua a amar 20 anos depois de ter acabado: “Seinfeld”. No seriado, que durou, sei lá, menos de 10 anos, fica mais fácil a gente observar as transformações ocorridas, mais na aparência dos atores do que no enredo propriamente. “O mito é o nada que é tudo”, Fernando Pessoa escreveu, sobre a imagem que funda realidades. Em “Boyhood”, um ator mirim (Ellan Coltrane) encarna Mason, o…

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Da inutilidade da escola

Reli este post por conta de um comentário que recebi ontem sobre ele. Em tempo de vestibular, achei que vale a pena republicar.

Mulher-Esqueleto

Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Riscos do alcoolismo e tabagismo. Perigos da drogadição. Respeito às diversidades. Sexualidade. Princípios básicos de higiene e nutrição. Iniciação à educação financeira.  Práticas ecológicas cotidianas. Direitos e deveres civis. Técnicas de expressão. Boas maneiras. Comunicação. Compromisso social (na prática, voluntariado). Educação no trânsito. Trabalhos manuais. Toda essa dimensão da cultura voltada para a existência e a co-existência está inapelavelmente exilada da escola. A escola não tem nada a ver com ela. Civilizar, no sentido de tornar humano, é obrigação da família. E como a família, por sua vez, cada vez mais delega essa função para a escola, resta aos garotos boiar no limbo que se estende entre os dois jogadores desse perigoso ping-pong.  Eles sabem logarítmos, mas não reciclam lixo. Conhecem de cor a tabela periódica dos elementos, mas não são capazes de preparar uma refeição simples e nutritiva. Desfiam datas e nomes de pessoas e movimentos em profusão mas, na balada, bebem até passar mal ou entrar em coma. Não são capazes…

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Uma entrevista: para que serve contar histórias para as crianças

 

 

Chapeuzinho Vermelho

 

Reli este post por conta de um comentário recente e resolvi reavivá-lo. O original é de outubro de 2010, mas ele continua fresco como um pãozinho saído do forno.

 

 

Mulher-Esqueleto

Íntegra da entrevista concedida em 27  de outubro a Michelle Barreto, para uma newsletter da Fundação Social Itaú

Quais são os benefícios da contação de histórias para a vida das crianças?

O maior benefício de todos é uma alma “bem feita”, o que envolve autoconhecimento,  emoções bem cultivadas e uma imaginação rica, capaz de interferir na realidade para transformá-la de um jeito criativo. Outra coisa é a percepção de que a abordagem objetiva e lógica não dá conta da realidade. Há uma dimensão do real que só pode ser apreendida e vivenciada por meio da linguagem simbólica: as narrativas de fantasia, as imagens, as metáforas, a arte e sua diversidade, as tradições da cultura, a literatura, as religiões (não as instituições religiosas, mas nossa experiência espiritual genuína e profunda), o cinema…  

– Em que áreas do conhecimento as contações de histórias podem impactar positivamente no aprendizado de crianças?

Em todas…

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.900 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo